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Dia Mundial da Conscientização do Autismo

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3 de abril de 2017

Em razão do Dia Internacional da Conscientização do Autismo, dia 02 de abril, convidei a Paula Stefani, especializada nesse assunto, para falar sobre esse tema que atualmente tem tomado muito espaço na mídia e ainda causa muitas dúvidas e incompreensões.

O autismo diferente de outros quadros , tem apresentações muito variadas.

Além de não apresentar características físicas faciais ou corporais observáveis, como a síndrome de Down, por exemplo, que tem características muito definidas,  o transtornos do espectro do autismo tem apresentações clínicas bem diferentes e pode estar associadas com outros quadros, o que ainda pode gerar mais dificuldades para a realização de um diagnóstico adequado.

O que caracteriza esse transtorno são comprometimentos em dois domínios . O primeiro na área da comunicação e das interações sociais e  o segundo diz respeito a presença de padrões restritos e repetitivos de comportamentos .

Com relação ao comprometimento na área da comunicação e nas interações sociais  observa-se além do prejuízo na comunicação ( atraso, ausência de fala, fala ininteligível, dificuldade de expressar-se mesmo de forma não verbal), falta de reciprocidade social e a incapacidade de fazer ou manter amizades.

Em relação aos padrões restritos e repetitivos de comportamento e atividades, se refere a necessidade de repetir rotinas, a presença de comportamentos ritualizados, as estereotipias motoras e verbais , como gestos descontextualizados repetitivos (flapping), ou repetição verbal de trechos de filmes, desenhos, vinhetas ou mesmo trecho de diálogos ( falados de forma “aleatória”).

Considerando esses dois pilares de comprometimentos, observa-se graus muito variados na apresentação desses sintomas, ou seja no nível de severidade de autismo, e que podem ou não , nos diferentes graus de severidade estar acompanhados de deficiência intelectual, ou de outros transtornos associados, como TDAH (Trantorno de Défict de Atenção e Hiperatividade), transtornos de ansiedade, depressão, transtornos de aprendizagem, entre outros.

Sendo assim, o essencial é realizar uma boa avaliação diagnóstica que possa identificar, através de instrumentos adequados primeiramente se é de fato um transtorno que está dentro do espectro do autismo e se sim qual sua severidade.

Ao mesmo tempo é muito importante avaliar o grau de desenvolvimento da criança , jovem  ou adulto, para compreender dentro de que faixa etária o mesmo se encontra em termos cognitivos, sócio-emocionais , de comunicação e de autonomia.

E ainda avaliar a presença de comorbidades,  ou seja , de outros distúrbios que podem estar associados, e que podem exigir ações e intervenções específicas.

Esse diagnóstico inicial é muito importante para traçar o plano de intervenção mais objetivo, considerando os pontos frágeis e os potenciais .

Nesse momento é muito importante que os pais estejam acolhidos e orientados por um especialista que vai ajudar a compreender bem seu filho, qual o tratamento indicado e como lidar com a criança (jovem ou adulto) em casa para favorecer seu desenvolvimento. É muito comum que os pais, bem intencionados em trazer conforto ao filho podem acabar reforçando as características centrais do quadro, como a rigidez mental, por exemplo, que acabará acentuando os sintomas.

Também é interessante esclarecer que há diferentes metodologias adotadas no tratamento,  no Brasil as mais usuais se referem ao treinamento cognitivo-comportamental  ou  a psicanálise.

Técnicas mais atuais,  que atuam na linha do neurodesenvolvimento,  e se estruturam no cerne da dificuldade do autismo ( a falta de flexibilidade mental, o isolamento, a estruturação e harmonização das funções cerebrais) ainda são pouco conhecidas no Brasil, mas já amplamente utilizadas e estudadas na Europa.

A terapia neurodesenvolvimental é uma abordagem individualizada, integrativa, global, que respeita a subjetividade do individuo, seu nível de desenvolvimento e seus potencias possibilitando uma reestruturação funcional e emocional, que tem sua eficácia garantida por recentes pesquisas de neurociência, através dos exames de imagem e análise de escalas que medem o grau de autismo, assim como adaptabilidade e ganho de autonomia.

“Se você observar que seu filho está se desenvolvendo de uma maneira muito particular, diferente das outras crianças, se tende a se isolar, ou tem dificuldade para interagir com colegas da mesma idade, se apresenta dificuldades de comunicação, ou dificuldades para lidar com mudanças nas rotinas ou situações novas; procure um profissional o quanto antes”, aconselha Paula psicóloga na área há mais de 20 anos.

Hoje já é constatado  a importância da intervenção precoce , aproveitando a importante janela de desenvolvimento  ( do 0 aos 3 anos), e evitando assim a cristalização de comportamentos desadaptados, e as decorrências sociais e emocionais dos mesmos.

Quer saber um pouco mais ou esclarecer dúvidas?

Abaixo segue os contatos da Paula para esclarecimentos ou agende uma consulta:

E-mail: contato@caripsicologia.com.br

Site:http://www.caripsicologia.com.br/

Facebook: Cari Psicologia Educação

 

Ana Paula Lofrano Stefani é  Neuropsicóloga/ Psicóloga Clínica – CRP 06/44673-2

Psicoterapeuta e Formadora nas Metodologias Ramain e Dia-Log – CARI

Terapeuta e Formadora TED certificada pela Université François Rabelais (Tours, França)

Pesquisadora Associada do LEDA USP e Universidade Paris 5

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